Atualizado em 28 de outubro de 2026 · Redação Roteiro em Orlando
- 1. O que a ordem do CDC exige, ponto a ponto
- 2. O que muda para quem embarca do Brasil para Orlando
- 5. O que não muda
- 6. Por que o CDC passou a exigir a declaração de todo mundo
- 7. Os erros que podem custar o embarque
- 8. Como esta exigência se compara a outras mudanças de entrada
- 9. Perguntas que os viajantes estão fazendo
A partir de 3 de novembro de 2026, todo passageiro de voo internacional com destino aos Estados Unidos terá de assinar uma declaração dizendo se esteve ou não na República Democrática do Congo (RDC) nos 21 dias anteriores ao embarque. Isso vale para o brasileiro que sai de São Paulo, Rio, Brasília ou qualquer outra cidade rumo a Orlando, mesmo que nunca tenha pisado na África. Sem a declaração, a companhia aérea não deixa embarcar.
A exigência vem de uma ordem do CDC (Centers for Disease Control and Prevention, a agência de saúde pública do governo americano), assinada em 22 de outubro de 2026, por causa do surto de ebola na RDC. Na prática, para quem vai a Orlando no feriado de 15 de novembro ou nas férias de dezembro e janeiro, a mudança é um passo a mais no check-in, não um documento novo para tirar com antecedência.
Resposta curta: desde os voos que partem para os EUA a partir das 23h59 de 3 de novembro de 2026 (horário da Costa Leste americana), todo passageiro, de qualquer nacionalidade, precisa declarar à companhia aérea que não esteve na República Democrática do Congo nos 21 dias anteriores. A declaração pode ser em papel ou digital. Sem ela, o embarque é negado.
O que a ordem do CDC exige, ponto a ponto
O CDC publicou dois documentos: a ordem assinada e o formulário, chamado Passenger Disclosure and Attestation to the United States of America (declaração e atestado do passageiro para os Estados Unidos). Os pontos abaixo foram conferidos em 28/10/2026 na cobertura da ordem e nos resumos dos documentos publicados pelo CDC.
| Item | O que diz a regra | Fonte (consulta em 28/10/2026) |
|---|---|---|
| Quem assina a ordem | CDC, em 22/10/2026 | Ordem do CDC; NBC News |
| A partir de quando | Voos que partem de país estrangeiro para os EUA a partir das 23h59 (horário de Nova York) de 3/11/2026 — 1h59 de 4/11 no horário de Brasília | Ordem do CDC; Panrotas |
| Quem precisa declarar | Todo passageiro, de qualquer nacionalidade, inclusive cidadãos e residentes dos EUA | Ordem do CDC |
| Conexão | Vale também para quem só faz conexão em aeroporto americano a caminho de outro país | Ordem do CDC |
| O que se declara | Se esteve na República Democrática do Congo nos 21 dias anteriores ao embarque | Formulário do CDC |
| Formato | Papel, assinatura digital ou marcação eletrônica, conforme o procedimento da companhia aérea | Formulário do CDC; Panrotas |
| Quem confere | A companhia aérea, antes ou no momento do embarque; ela guarda o registro por pelo menos 42 dias após a chegada | Ordem do CDC |
| Sem declaração | Embarque negado | Ordem do CDC |
| Até quando | Prevista até 18/12/2026, salvo se o CDC encerrar ou mudar antes | Cobertura especializada da ordem (Universal Weather, Open Jaw) |
Fontes primárias: ordem assinada do CDC (PDF) e formulário de declaração do passageiro (PDF). A notícia no Brasil saiu na Panrotas, que cita a Reuters.
O que muda para quem embarca do Brasil para Orlando
Para o brasileiro que vai a Orlando a passeio, a declaração sobre ebola é uma pergunta de histórico de viagem, não um exame. Ninguém mede temperatura nem pede atestado médico por causa dessa ordem. O passageiro responde se esteve na RDC nos últimos 21 dias e assina. Quem não esteve responde “não” e segue o embarque normalmente.
O que muda é o fluxo do check-in. A ordem deixa a coleta a cargo da companhia aérea, que pode pedir a declaração no check-in online, no balcão ou no portão. Por isso, a recomendação prática é simples: fazer o check-in com antecedência, ler cada tela até o fim e não pular etapas que pareçam formulário de rotina.
Na consulta de 28/10/2026, não localizamos comunicado público de LATAM, Azul, GOL ou das companhias americanas que voam do Brasil explicando como cada uma vai coletar a declaração. A Airlines for America, associação que representa United, American, Delta e Southwest, não havia se pronunciado, segundo a NBC News. O CDC informou que faria reuniões com as companhias para detalhar a execução. Até elas divulgarem o procedimento, a única coisa certa é que a declaração será pedida por quem opera o voo.
Quem viaja com conexão nos EUA
Quem vai a Orlando com escala em Miami, Atlanta, Houston, Dallas, Nova York ou Charlotte também declara, porque o primeiro voo já chega aos Estados Unidos. E quem passa pelos EUA rumo ao Canadá ou ao Caribe também entra na regra, porque ela vale para qualquer voo que pouse em solo americano, seja ou não o destino final. O que fica de fora são os sobrevoos, voos que cruzam o espaço aéreo americano sem pousar.
Quem viaja com crianças
A ordem fala em “todo passageiro”, o que inclui crianças e bebês. O texto consultado não detalha se o responsável assina por menor de idade ou se cada criança tem formulário próprio. Esse ponto ainda não tem confirmação: o mais provável é que a companhia aérea resolva no próprio check-in da família, mas vale conferir com a empresa antes do dia do voo. Os demais documentos da criança não mudam; eles estão no nosso checklist de documentos para viagem internacional a Orlando.
O que não muda
A declaração sobre ebola não substitui nada do que já era exigido. Ela não é visto, não é autorização eletrônica e não é formulário de imigração. O brasileiro continua precisando de passaporte válido e visto americano válido, e continua passando pela entrevista com o oficial da CBP (Customs and Border Protection) na chegada. O que acontece nessa etapa está no nosso guia de imigração nos Estados Unidos.
Também não muda a restrição que já existia desde maio de 2026: quem esteve na República Democrática do Congo, em Uganda ou no Sudão do Sul nas três semanas anteriores já não podia entrar nos EUA, salvo exceções. Essa suspensão foi prorrogada mais de uma vez desde então, segundo a cobertura de outubro. A ordem nova não amplia a lista de países; ela muda o controle, que passa a ser feito com todo passageiro, e não só com quem tem passagem pela região no histórico.
Por que o CDC passou a exigir a declaração de todo mundo
A restrição de maio dependia de identificar quem tinha passado pela RDC, e um viajante que sai da África, faz escala na Europa ou no Oriente Médio e embarca para os EUA nem sempre aparece no bilhete do último trecho. A declaração universal coloca a pergunta para todos e transfere para a companhia aérea a obrigação de conferir antes do embarque. Pela regra de contagem do CDC, o dia em que a pessoa sai da RDC é o dia zero, e o embarque para os EUA fica liberado a partir do 22º dia.
Isto é fato: a ordem existe, está assinada e tem data de início. Isto é estimativa: a data final de 18/12/2026 pode ser antecipada ou prorrogada, como aconteceu com a restrição de maio. Quem viaja no fim de dezembro ou em janeiro de 2027 deve contar com a possibilidade de a exigência continuar valendo.
Os erros que podem custar o embarque
A regra é simples, mas há pontos em que o viajante pode tropeçar:
- Achar que a regra é só para quem foi à África. Não é. A declaração é de todos; a resposta é que muda. Quem pula a etapa por achar que não se aplica fica sem o registro que a companhia precisa ver.
- Deixar tudo para o aeroporto. Se a companhia coletar a declaração no check-in online, quem chega ao balcão sem ter feito essa etapa entra em fila extra. Em voo cheio de feriado, isso pesa.
- Esquecer o trecho de volta de outra viagem. Quem embarca para Orlando vindo de outro país — por exemplo, depois de uma viagem de trabalho — responde pelo histórico dos 21 dias, não só pelo voo do dia.
- Confundir com formulários antigos. A declaração de 2026 não tem relação com os atestados de vacina exigidos na pandemia. É outra ordem, com outro objeto.
- Não ler o check-in em inglês. Em companhia americana, a etapa pode aparecer como attestation ou disclosure. Nosso guia de check-in no aeroporto em inglês ajuda a reconhecer os termos.
Como esta exigência se compara a outras mudanças de entrada
Os EUA mudam regras de entrada de tempos em tempos, e já registramos outra dessas mudanças em EUA reforçam regras de entrada no país. O que distingue a ordem de 2026 é o alcance e o prazo curto: assinada em 22/10, ela entra em vigor 12 dias depois e vale para 100% dos passageiros de voos internacionais com destino aos EUA, sem exceção por nacionalidade.
Perguntas que os viajantes estão fazendo
Preciso preencher alguma coisa antes de ir ao aeroporto?
Pelo que foi divulgado até 28/10/2026, não há cadastro prévio em site do governo: a declaração é colhida pela companhia aérea, no procedimento que ela definir. Na consulta de 28/10/2026, as companhias que voam do Brasil ainda não tinham divulgado o passo a passo.
A declaração tem custo?
A cobertura da ordem consultada em 28/10/2026 não menciona nenhuma taxa para o passageiro.
Quem comprou passagem antes de 3 de novembro também precisa declarar?
Sim, se o voo partir para os EUA a partir das 23h59 de 3/11/2026 (horário da Costa Leste). Vale a data do embarque, não a da compra.
Até quando a regra vale?
A ordem está prevista para durar até 18/12/2026, salvo se o CDC encerrar, mudar ou prorrogar antes. Quem viaja depois dessa data deve reconferir.
Fontes consultadas em 28/10/2026: ordem do CDC assinada em 22/10/2026 e formulário Passenger Disclosure and Attestation (cdc.gov); Panrotas (com Reuters); NBC News; Universal Weather; Open Jaw. Esta página não tem vínculo com o governo dos EUA nem com companhias aéreas; em caso de dúvida, vale o procedimento informado pela empresa que opera o seu voo.