De Orlando, as Bahamas ficam a um cruzeiro de três noites saindo de Port Canaveral, a cerca de uma hora de carro dos parques — ou a um voo de menos de uma hora de Nassau. O arquipélago tem mais de 700 ilhas, mas o que o brasileiro que está em Orlando realmente visita é Nassau e uma ilha privativa de companhia de cruzeiro. É bom saber disso antes de comprar.
Esta página responde três perguntas na ordem em que elas aparecem: quais documentos você precisa (e há uma exigência sanitária específica para quem sai do Brasil que muita gente descobre no aeroporto), como chegar de fato saindo de Orlando, e o que muda entre as opções de cruzeiro. Todos os dados foram reapurados em 7 de setembro de 2026, e onde não encontramos fonte confiável, dizemos isso em vez de repetir número antigo.
Resposta curta
Brasileiro não precisa de visto para as Bahamas, mas precisa de passaporte com seis meses de validade e, por sair do Brasil, do certificado de febre amarela. Saindo de Orlando, o caminho mais prático é um cruzeiro curto de Port Canaveral. A melhor época é de dezembro a abril: clima seco e fora da temporada de furacões.
Documentos: a exigência de febre amarela é para você
Brasileiros entram nas Bahamas sem visto, com estada de até 90 dias. O passaporte precisa ter validade mínima de seis meses a partir da entrada e ao menos uma página em branco para o carimbo.
A parte que costuma pegar as pessoas de surpresa é a vacinação. As Bahamas exigem certificado internacional de vacinação contra febre amarela de todo viajante com mais de um ano de idade que chegue vindo do Brasil — e a vacina precisa ter sido aplicada com pelo menos dez dias de antecedência. A mesma exigência vale para quem tiver feito escala de mais de 12 horas em aeroporto de país com risco de transmissão.
Versões antigas desta página afirmavam que quem viaja de cruzeiro, dormindo a bordo, estaria dispensado do certificado. Retiramos essa afirmação: não encontramos essa dispensa em fonte oficial das Bahamas. O prazo de dez dias entre a vacina e a viagem é o motivo pelo qual isso não pode ser resolvido na véspera. Se você vai passar por Orlando antes, lembre que a exigência olha de onde você veio, não de onde embarcou por último — confirme sua situação com a companhia de cruzeiro ou aérea antes de comprar.
Um detalhe que não muda: se a sua viagem tiver qualquer conexão em território americano, você precisa de visto americano válido, mesmo que só vá trocar de avião. Quem está em Orlando já resolveu isso, mas vale para quem planeja a ida direto do Brasil com escala em Miami ou Fort Lauderdale.
Como chegar saindo de Orlando
De cruzeiro, por Port Canaveral — o caminho mais natural
Port Canaveral fica a cerca de uma hora de carro da região dos parques, na mesma faixa de litoral do Kennedy Space Center. É o porto que torna as Bahamas um apêndice viável de uma viagem a Orlando: dá para fechar três ou quatro noites de navio sem precisar de voo nenhum. A região vale por si — o que há para ver por lá está reunido no nosso guia de Cabo Canaveral.
A logística favorece quem já tem carro alugado: você dirige até o porto, estaciona pelos dias do cruzeiro e volta. Quem não tem carro depende de transfer contratado, e aí o custo do deslocamento entra na conta do passeio.
De avião
De qualquer aeroporto do sul e centro da Flórida, o voo até Nassau leva por volta de 40 a 60 minutos. Saindo do Brasil, o normal é conexão — Panamá, Fort Lauderdale, e em algumas rotas Jamaica ou Cuba.
Se o plano inclui outras ilhas além de Nassau, existem companhias regionais que fazem as pontes internas: Bahamasair (a companhia nacional), Western Air, Pineapple Air e Flamingo Air, com rotas para Bimini, Exuma, Abaco, Eleuthera, Cat Island e outras. Frequência e rotas mudam por temporada, então confirme no site da companhia antes de montar itinerário de várias ilhas.
De ferry: existe, mas não sai de Orlando e não é diário
A Balearia Caribbean opera o catamarã rápido entre Port Everglades, em Fort Lauderdale, e Bimini. A travessia leva cerca de duas horas. Duas correções importantes em relação ao que se costuma ler por aí:
- Não é diário. A operação regular gira em torno de duas a quatro saídas por semana ao longo do ano, com reforço no verão e em feriados.
- A faixa de preço citada em textos antigos (US$ 155 a US$ 225 por trecho) não se confirmou nesta apuração. Compiladores de horários de balsa consultados em 7 de setembro de 2026 trazem tarifas a partir de cerca de US$ 93 mais taxas no trecho simples e a partir de US$ 199 na ida e volta — mas são fontes secundárias, e o preço varia muito por data e categoria. Confirme no site da própria Balearia antes de contar com um número.
E o ponto prático que decide: Fort Lauderdale fica a cerca de 3h30 a 4h de carro de Orlando. Para quem está nos parques, o ferry só faz sentido se a viagem já previa descer para o sul da Flórida.
Cruzeiros: o que muda de fato entre as companhias
Num cruzeiro curto para as Bahamas, a diferença raramente está no navio — está em qual ilha privativa você visita e de qual porto você embarca. É por aí que a escolha se resolve.
| Companhia | Porto usual na Flórida | Destino privativo nas Bahamas |
|---|---|---|
| Disney Cruise Line | Port Canaveral (o mais perto de Orlando) | Castaway Cay (ilha privativa, perto de Great Abaco) e Lookout Cay at Lighthouse Point, em Eleuthera |
| Royal Caribbean | Portos do sul da Flórida e Port Canaveral | CocoCay |
| Norwegian Cruise Line | Portos do sul da Flórida | Great Stirrup Cay |
| MSC Cruises | Miami e Fort Lauderdale | Ocean Cay MSC Marine Reserve |
Uma novidade que reescreve os roteiros antigos da Disney: além da Castaway Cay, arrendada do governo das Bahamas em 1996 e aberta em 1998, a companhia passou a operar o Lookout Cay at Lighthouse Point, inaugurado em 6 de junho de 2024, em Eleuthera. Ele não é uma ilha privativa: é uma península dentro de uma ilha habitada, com projeto voltado à arte e à arquitetura bahamense, e aparece principalmente em itinerários curtos de três a cinco noites, muitos deles combinados com Nassau. Se conhecer as Bahamas de verdade — e não só uma praia da companhia — é parte do que você quer, essa distinção importa. Quem já está de olho nas datas encontra o quadro completo em itinerários da Disney Cruise Line para 2027 e 2028.
O que o cruzeiro entrega e o que ele não entrega
A favor: transporte, hospedagem e a maior parte da alimentação vão num pacote só, sem voo interno nem hotel para reservar. É a forma mais simples de encaixar as Bahamas numa viagem que já era de Orlando.
Contra, e vale dizer com todas as letras: as paradas duram horas, não dias. Boa parte do tempo em terra é passada em ilha privativa da própria companhia, com pouca relação com a vida bahamense. Excursões, bebidas, wi-fi e experiências especiais são cobrados à parte e costumam somar mais do que o passageiro estima. E mau tempo altera ou cancela parada sem que isso gere reembolso do que você já pagou pelo cruzeiro.
Sobre preço: circulam por aí valores do tipo “a partir de R$ 2.500 por pessoa”. Não publicamos esse número porque não conseguimos confirmá-lo em fonte da companhia. Cruzeiro é vendido com preço dinâmico, que muda por data, cabine e antecedência — qualquer valor fixo numa página como esta envelhece em semanas.
Qual a melhor época para ir
| Período | O que esperar |
|---|---|
| Dezembro a abril | Estação seca, temperaturas agradáveis, fora da temporada de furacões. É a alta temporada — mais gente e preço mais alto. |
| Maio e novembro | Meses de transição. Clima ainda bom, menos multidão e mais chance de promoção. O melhor equilíbrio para a maioria. |
| Junho e julho | Alta por causa das férias de verão do hemisfério norte, mas já dentro da temporada de furacões, que vai de 1º de junho a 30 de novembro no Atlântico. |
| Agosto a outubro | Baixa temporada e o pico do risco de furacão. Preços baixos, chance real de itinerário alterado. |
A temperatura fica, ao longo do ano, entre cerca de 20 °C no inverno e 30 °C no verão. Se você vai combinar Bahamas com parques, note que agosto a outubro é justamente quando Orlando também está no período mais chuvoso — vale olhar as duas pontas do calendário juntas.
Dinheiro, idioma e o detalhe do troco
- Idioma oficial: inglês.
- Moeda: dólar bahamense, atrelado ao dólar americano na paridade 1 para 1.
- O dólar americano é aceito em todo lugar — mas o troco costuma voltar em dólar bahamense, que não circula fora do arquipélago.
Daí a dica prática: gaste ou troque o dinheiro bahamense antes de embarcar de volta. Não é um valor alto, mas é dinheiro que vira lembrança de gaveta.
Perguntas frequentes
Dá para fazer as Bahamas em um bate-volta saindo de Orlando?
Na prática, não. O ferry sai de Fort Lauderdale, a quase quatro horas de carro de Orlando, e não opera todos os dias. O formato realista é o cruzeiro curto de três a quatro noites por Port Canaveral, ou dois a três dias com voo e hotel em Nassau.
Preciso de visto americano se for direto do Brasil para as Bahamas?
Só se houver conexão em território americano — e aí sim é obrigatório, mesmo sem sair do aeroporto. Em rota sem escala nos EUA, o visto americano não é exigido para entrar nas Bahamas.
A ilha privativa conta como “conhecer as Bahamas”?
Depende do que você espera. Castaway Cay, CocoCay, Great Stirrup Cay e Ocean Cay são operadas pelas companhias e desenhadas para o passageiro do navio. Quem quer contato com a cultura local precisa de um itinerário que inclua Nassau com tempo em terra, ou de uma estada em hotel.
Qual a chance real de o furacão estragar a viagem?
A temporada de furacões no Atlântico vai de 1º de junho a 30 de novembro, com o pico histórico entre agosto e outubro. Não significa mau tempo garantido, e sim que nesse período a companhia pode alterar o itinerário sem aviso. Se a data é inegociável, vá entre dezembro e abril.
Fontes e data de apuração
Regras de entrada, isenção de visto para brasileiros e exigência de certificado de febre amarela: material oficial de turismo e imigração das Bahamas e da companhia aérea nacional, consultados em 7 de setembro de 2026. Datas e características de Castaway Cay e Lookout Cay at Lighthouse Point: material de referência público sobre os dois destinos, consultado na mesma data. Horários e tarifas do ferry para Bimini: compiladores especializados de rotas de balsa, declarados aqui como fonte secundária — a Balearia é a fonte final. Preços de cruzeiro não são publicados nesta página porque as companhias trabalham com preço dinâmico por data.
Página revisada em 7 de setembro de 2026.